Relatório da ONU revela que a IA pode impactar 40% dos empregos em 2025. Veja os setores em risco e o que muda no mercado de trabalho global.
ONU alerta: IA impacta empregos e pode eliminar 40% até 2025
IA impacta empregos em escala global, segundo novo relatório da Organização Internacional do Trabalho (OIT), vinculada à ONU, divulgado em abril de 2025. O estudo aponta que a inteligência artificial pode afetar até 40% dos empregos em todo o mundo, mudando profundamente a dinâmica do mercado de trabalho.
A pesquisa reforça que o avanço das IAs generativas não está mais restrito a tarefas simples ou manuais. Agora, funções analíticas, criativas e administrativas também estão sob risco real de automação. Em especial, profissões de escritório em economias avançadas são as mais vulneráveis no curto prazo.
“A IA não substituirá todo o trabalho humano, mas mudará profundamente a forma como trabalhamos e o que o mercado espera dos profissionais”, declarou Gilbert Houngbo, diretor-geral da OIT.
🔗 Fonte: TechXplore – abril de 2025
Setores mais afetados pelo impacto da IA
O relatório detalha que a IA impacta empregos principalmente nos seguintes setores:
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Atendimento ao cliente e suporte
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Recursos humanos (triagem e entrevistas)
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Contabilidade e finanças operacionais
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Redação de conteúdo e marketing
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Análise de dados e planejamento
Essas áreas são altamente dependentes de tarefas repetitivas, previsíveis e baseadas em padrões — exatamente o tipo de atividade em que a IA generativa tem mais sucesso.
Aumento da desigualdade entre países
A ONU alerta que o avanço da IA pode aprofundar desigualdades econômicas globais, pois os países com maior infraestrutura educacional e tecnológica colherão benefícios mais rápidos, enquanto os outros sofrerão com desemprego e defasagem.
O relatório também aponta que a IA tende a favorecer o capital (empresas) antes de trazer benefícios para os trabalhadores, o que pode gerar uma crise de redistribuição de valor, sobretudo em países emergentes como o Brasil.
Além disso, a substituição de funções intermediárias pode reduzir a competitividade de economias que antes dependiam da “mão de obra barata” como vantagem.
IA impacta empregos e exige requalificação imediata
Como resposta ao cenário, a ONU recomenda ações imediatas de requalificação profissional, com foco em três frentes:
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Atualização curricular: Inclusão de IA, automação e competências digitais nas formações escolares e técnicas
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Programas nacionais de capacitação: Voltados a setores de risco e populações vulneráveis
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Regulação responsável da IA: Com políticas que priorizem o desenvolvimento humano, e não apenas o lucro corporativo
O relatório enfatiza que o mundo precisa colocar as pessoas no centro do desenvolvimento tecnológico, criando um futuro onde IA seja ferramenta e não substituição.
E o Brasil?
Embora o relatório não cite o Brasil diretamente, ele reforça alertas feitos por especialistas locais: milhares de vagas em áreas operacionais e administrativas estão em risco no país também. Profissões como atendente, vendedor, analista de dados, auxiliar administrativo e até profissionais de marketing já sofrem mudanças profundas com o uso da IA.
Sem investimentos sérios em capacitação e requalificação, o Brasil pode enfrentar uma crise de empregabilidade estrutural nos próximos anos.
O impacto da inteligência artificial sobre os empregos é real e já começou.
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